Ele, o manipulado: a mídia e o fenômeno da nova direita

A socióloga Sílvia Viana, professora da FGV (SP), é uma estudiosa dos recentes movimentos sociais urbanos no Brasil. Uma das autoras do livro Cidades Rebeldes, escreveu também Rituais de Sofrimento, em que analisa os reality shows como espaços privilegiados de reprodução do mundo do trabalho sob a lógica neoliberal. Nesta entrevista, concedida logo após sua palestra no lançamento do CCM, ela questiona a tese de manipulação midiática, que muitos adotam como explicação para a emergência da nova direita no Brasil e seus atos agressivos que tomaram ruas e redes do País pedindo o afastamento da, hoje, ex-presidenta Dilma. De fato, se, pelo menos desde meados do século passado, estudos em comunicação refutam a ideia de manipulação, demonstrando o caráter ativo dos públicos, e pesquisas atuais indicam que grande parte da população desconfia da mídia, por que esse argumento persiste? Por que o manipulado é sempre o outro? Se a mídia não manipula, qual a contribuição e o envolvimento dela na formação dessa nova direita?

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